RAD-140 vs Testosterona: comparação completa (SARM vs AAS de referência)
| Critère | rad-140 | testosterone |
|---|---|---|
| Classe | SARM não-esteroide | AAS esteroide (referência) |
| Via | Oral | Injetável (cip/enantato) |
| Aromatização | Não | Sim (em E2) |
| Efeito androgênico cutâneo | Moderado | Marcado |
| Supressão eixo HHG | Moderada a forte | Forte |
| Dose típica | 10-20 mg/dia | 300-600 mg/sem |
| Estudos humanos | Fase 1 limitada | RCTs múltiplos (Bhasin 1996+) |
| Libido | Variável | Cobertura |
Quand choisir rad-140
O RAD-140 (Testolone) é um SARM não-esteroide com afinidade elevada pelo receptor androgênico muscular, com seletividade tecidual comprovada em pré-clínico (Miller 2010). No Brasil, status legal cinzento — research chemical não regulamentado pela Anvisa, vendido online com qualidade variável. Escolha-o para: (1) um ciclo oral sem aplicações, (2) um perfil androgênico cutâneo mais suave que a testosterona (menos acne, menos queda de cabelo nos não-predispostos), (3) uma experiência SARM focada em ganhos musculares mais rápidos do que LGD-4033 ou Ostarina. Perfil farmacológico (Solomon 2019, Bhasin 2009): SARM potente em efeito anabólico bruto, seletividade muscular clara em pré-clínico, sem aromatização então sem IA necessário, sem 5α-redução prostática. Inconvenientes a antecipar (Pope 2014, Endocrine Society): supressão HHG marcada (50-80 % a 20 mg/dia × 8 sem), TPC rigorosa requerida, elevação possível das transaminases, perfil lipídico degradado (HDL em baixa), corpus de segurança humano limitado (essencialmente pré-clínico + fase 1). Sem RCT humano longo publicado até hoje. Dose típica 10-20 mg/dia × 6-8 semanas, tomada única pela manhã (meia-vida ~16-20 h). TPC Indux/clomifeno + tamoxifeno 4-6 semanas requerida. Não adequado a mulheres (virilização possível) nem aos adolescentes (impacto na maturação hormonal).
Quand choisir testosterone
A testosterona exógena é a molécula de referência absoluta da cultura androgênica: Bhasin 1996 (NEJM, RCT 600 mg/sem × 10 sem, +6,1 kg massa magra), Bhasin 2001 (dose-resposta linear até 300 mg/sem e depois platô), Bhasin 2018 (guideline Endocrine Society TRT). No Brasil, encontra-se sob marcas Durateston, Deposteron (em farmácia com receita azul para indicações específicas) ou em UGL. Escolha-a para: (1) um primeiro ciclo onde a base científica conta, (2) qualquer ciclo visando uma cobertura androgênica completa (libido, energia, densidade óssea, perfil hormonal masculino), (3) uma TRT clinicamente acompanhada, (4) a base de qualquer stack AAS mais avançado. Perfil farmacológico: androgênio completo (relação 100:100), aromatização controlável por IA dose-dependente, meia-vida variável conforme éster (enantato ~4,5 d, cipionato ~8 d teórica, propionato ~2 d). Inconvenientes: aplicações requeridas (1-2× por semana para éster longo, 3× para propionato), aromatização a gerenciar ativamente, perfil androgênico marcado (acne e queda de cabelo possíveis nos predispostos), supressão HHG completa e dose-dependente. Mas nenhum composto tem um corpus de segurança mais sólido. Para usuários avançados, dose 400-600 mg/sem em ciclo 12-16 sem. Para TRT, 100-150 mg/sem.
Combinaison ?
O combo RAD-140 + testosterona é difundido mas sem benefício claro: a testosterona a 300-500 mg/sem já ocupa fortemente o receptor androgênico muscular, e acrescentar RAD-140 só acumula a supressão sem ganhos anabólicos significativamente aditivos. Se apesar de tudo combinados, esquema: testosterona 300 mg/sem + RAD-140 10 mg/dia × 8 sem, seguido de TPC clássica 4-6 semanas. Mais útil: RAD-140 em kickstart oral no lugar do Dianabol para um ciclo "mais limpo": RAD-140 15 mg/dia × 6 semanas no início do ciclo testosterona, com transição testo sozinha a 500 mg/sem em seguida. Vantagens: menos retenção de líquidos do que um kickstart Dianabol, perfil androgênico cutâneo mais suave do que Dianabol ou Hemogenin, sem aromatização a gerenciar para o RAD-140 (o IA continua útil para a testo base). Monitoramento: T total e livre, LH, FSH, TGP/TGO, lipídios completos, E2 em S0, S6, S12. TPC Indux/clomifeno + tamoxifeno 4-6 semanas após a última dose (iniciar 2-3 semanas após a última aplicação testo). Vigilância cardiovascular e hepática própria aos dois compostos, com atenção particular à função hepática sob RAD-140 (sinal DILI).
FAQ
- RAD-140 ou testosterona para um primeiro ciclo?
- Testosterona, sem hesitação. O corpus de segurança humano é incomparável: décadas de RCTs, várias guidelines clínicas (Bhasin 2018), um perfil de efeitos colaterais bem caracterizado e gerenciável. O RAD-140 tem um dossiê humano limitado (fase 1 + pré-clínico), sem RCT longo sobre segurança, e um sinal de elevação das transaminases preocupante em alguns usuários. Começar pela testosterona limpa 400 mg/sem × 12 sem permite conhecer sua própria resposta hormonal antes de experimentar com compostos menos documentados.
- RAD-140 suprime realmente a testosterona tanto quanto a testosterona exógena?
- Comparável mas variável. A testosterona exógena em dose suprafisiológica (400 mg/sem) suprime a 95-100 % a produção endógena (LH/FSH despencadas). O RAD-140 a 20 mg/dia × 8 sem suprime a 50-80 % conforme os relatos de usuários e as fases 1 limitadas. Efeito prático: ambos exigem uma TPC pós-ciclo, mas a recuperação sob RAD-140 é tipicamente mais rápida (4-6 semanas vs 8-12 para a testosterona). Exame T total, LH, FSH em S4 pós-TPC para confirmar.
- RAD-140 causa toxicidade hepática?
- Possível mas raro em ciclos curtos. Vários relatos de casos (DILI sob SARMs) sugerem uma elevação TGP/TGO em 10-20 % dos usuários em ciclo 8 semanas a 20 mg/dia. Mecanismo: metabolismo hepático do composto que pode induzir uma hepatite medicamentosa em sujeitos predispostos ou sob produtos de pureza variável. Monitoramento TGP/TGO em S0, S4, S8 indispensável. Parada imediata se elevação > 3× o normal. Sem toxicidade 17α-alquilada mas via de agressão hepática diferente.
- Quantos ganhos realistas com RAD-140?
- A 15-20 mg/dia × 8 semanas em usuário intermediário: +4 a +6 kg de massa magra líquida retida em 3 meses pós-TPC. Força em alta +10-15 % nas cargas principais. Perfil seco (sem aromatização, sem retenção notável). Ganhos comparáveis a um ciclo testosterona moderado (300 mg/sem), com perfil prático diferente (oral vs injetável, sem IA, TPC mais curta). Efeito visual aparente já em S2-S3.
- RAD-140 melhora a libido?
- Variável e frequentemente decepcionante. Contrariamente à testosterona que cobre completamente a função androgênica (libido elevada durante o ciclo), o RAD-140 suprime a testosterona endógena sem substituí-la funcionalmente no plano androgênico completo. Resultado: numerosos usuários relatam uma queda de libido em meio de ciclo, equivalente ao "deca-dick" da nandrolona. Compensação possível por testosterona em dose moderada (200 mg/sem) em paralelo para cobrir o papel androgênico, ou Proviron 50 mg/dia.
- Qual TPC após RAD-140?
- Início 3-4 dias após a última tomada (meia-vida ~16-20 h). Esquema padrão: Indux/clomifeno 50/25/25/25 mg × 4 semanas + tamoxifeno 40/20/20/20 mg. Sem HCG necessário em SARM solo (os testículos estão menos atrofiados do que após testo exógena). Exame T total, LH, FSH em S4 e S8 pós-TPC. Recuperação tipicamente mais rápida do que após um ciclo testosterona (4-6 sem vs 8-12 sem). Se exame T < 300 ng/dL em S4 pós-ciclo, prolongar TPC e reavaliar.
- Por que sem TPC para RAD-140?
- Questão polêmica. Alguns protocolos SARM-light pretendem poder dispensar dela em ciclo curto (< 4 semanas a 10 mg/dia), argumentando que a supressão seria modesta e reversível espontaneamente. Na prática, mesmo os ciclos curtos geram uma supressão mensurável (30-40 % da T endógena), e a recuperação sem apoio farmacológico leva 8-12 semanas vs 4-6 com TPC. O custo de uma TPC (tamoxifeno ~30 R$ para 4 sem em farmácia BR) é negligenciável comparado ao conforto hormonal durante a recuperação.
- RAD-140 oral ou tópico?
- Oral exclusivamente na prática. O RAD-140 foi desenvolvido para administração oral com biodisponibilidade satisfatória. Algumas preparações tópicas (gel a 5 mg) circulam no mercado underground, sem dados farmacocinéticos confiáveis. A absorção tópica continua inferior à oral, e o risco de exposição terceira (transferência cutânea a um parceiro) permanece mal documentado. Para coerência com a literatura e os protocolos avaliados, manter-se na forma oral.